julho 2026

Descrição da imagem: fotografia em plano fechado, em que eu, uma mulher branca de pele clara, cabelos curtos castanhos, camiseta preta e óculos de grau com armação transparente, sorrio e olho diretamente para a câmera, enquanto seguro um celular com as duas mãos à frente do rosto. Na tela do celular, que está em foco, vê-se uma página digital com o título "OLHAR DE DENTRO". Abaixo, o nome "FABIANA DROPPA" em vermelho e uma foto pequena minha. Ao lado do título, um texto diz "QUEM ESCREVE POR AQUI". O corpo do texto, em fonte preta, traz reflexões pessoais.

Hoje começo um novo capítulo.

Sempre escrevi. Desde criança, amava um diário e escrevo até hoje. Assim como escrevi, também construí projetos durante muitos anos para clientes, marcas e instituições, através do design, da comunicação e da audiodescrição. Hoje estreio como colunista semanal no destaque “Olhar de Dentro”, do Olho Vivo – Cinform. Não para ensinar, mas para dividir perguntas, histórias e aquilo que a vida tem me mostrado. O primeiro texto traz “quem escreve por aqui” e o início de uma reflexão sobre um laudo médico, cuja íntegra sai na semana que vem. Mas, na verdade, ela fala sobre o tempo, sobre o amor e sobre o que acontece conosco quando alguém que amamos adoece. Espero que encontre quem precise dela. Link: https://lnkd.in/dsXiPed8 Descrição da imagem: fotografia em plano fechado, em que eu, uma mulher branca de pele clara, cabelos curtos castanhos, camiseta preta e óculos de grau com armação transparente, sorrio e olho diretamente para a câmera, enquanto seguro um celular com as duas mãos à frente do rosto. Na tela do celular, que está em foco, vê-se uma página digital com o título “OLHAR DE DENTRO”. Abaixo, o nome “FABIANA DROPPA” em vermelho e uma foto pequena minha. Ao lado do título, um texto diz “QUEM ESCREVE POR AQUI”. O corpo do texto, em fonte preta, traz reflexões pessoais.

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Sou uma mulher de pele clara, cabelos pretos curtos em corte pixie e lábios pintados de rosa. Apareço centralizada na imagem, olhando diretamente para a câmera, com o queixo apoiado na mão direita. Uso um pequeno brinco redondo branco na orelha esquerda e visto uma camisa com estampa animal print em tons de marrom e preto. A imagem é dividida verticalmente em dois estilos: do meu lado esquerdo, uma ilustração estilizada com fundo amarelo sólido; do lado direito, uma fotografia realista com fundo desfocado de um ambiente interno. Elementos gráficos decorativos se sobrepõem à composição: uma linha amarela curva e espiralada no canto superior esquerdo, um desenho em zigue-zague branco ao lado direito da minha cabeça, e um círculo rosa cortado por uma linha reta no canto inferior direito.

A profissão que exercemos nem sempre é a melhor forma de explicar o que fazemos

Durante muito tempo, quando alguém perguntava sobre meu trabalho, eu respondia: “Sou designer.” E isso nunca esteve errado. Mas, com o passar dos anos, percebi que o design era apenas uma das ferramentas que eu utilizava. O que realmente faço é conectar pessoas ao conhecimento. Às vezes, transformando um conteúdo científico em uma linguagem acessível. Outras vezes, organizando a comunicação de uma instituição. Em outros momentos, tornando uma exposição inclusiva por meio da audiodescrição. Ou criando uma identidade visual capaz de traduzir a essência de uma marca. Os projetos mudam. As áreas mudam. Os clientes mudam. Mas existe um fio condutor que permanece: transformar complexidade em clareza. Talvez essa seja a melhor definição do meu trabalho hoje. Foi por isso que, depois de anos tentando caber em um único cargo, passei a me chamar de multiartista. Porque a nossa identidade profissional não está no cargo que ocupamos, mas no impacto que conseguimos gerar — independentemente do contexto.

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Acessibilidade também é linguagem, sensibilidade e presença

A audiodescrição me trouxe essa lição. Ao longo dos últimos anos, tive a oportunidade de atuar com audiodescrição em mostras e festivais de cinema, atravessando obras brasileiras, clássicos eternos e produções autorais internacionais que ampliaram profundamente meu olhar sobre narrativa, imagem e inclusão cultural. Entre os filmes para os quais tive a honra de criar o roteiro de audiodescrição e ainda narrar (pois os clientes gostam da minha voz eheh) estão: 🎬 Cinema Brasileiro • Baile Perfumado (o mais desafiador) • Terra Estrangeira (Brasil/Portugal) • A Hora da Estrela • Saudade Fez Morada Aqui Dentro (amei demais o filme) • Carvão • Mensagem de Sergipe • O Espetáculo • Quase Trap • Homo Heractus • Kaminhada • Anecoico 🌍 Cinema Internacional / Autoral • Pietra y el Sol (Colômbia) • 8½ (Itália) • The Fall (Índia/Reino Unido/EUA) • Shadow (China) • La Perra (Colômbia) • Dragon Inn (Taiwan) • O Fundo do Coração (Argentina) 🎞️ Clássicos • Singin’ in the Rain (Estados Unidos) (a emoção falou bem alto) Cada obra trouxe um desafio diferente: muuuuuito estudo, a compreensão da linguagem de cada diretor, a leitura de críticas e, acima de tudo, o exercício de traduzir silêncios, atmosferas, olhares, gestos e emoções, para que mais pessoas possam acessar o cinema de forma plena.

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